segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Jeff Beck




Jeff Beck nasceu em 1944 na Inglaterra, desde cedo mostrou – se apaixonado por música. Aos 12 anos constrói sozinho sua 1ªguitarra e usa um rádio como amplificador , depois passando a adolescência tocando em algumas bandas,daí chegando aos Yardbirds (banda que revelou Jeff Beck , Jimmy Page e Eric Clapton) e permanecendo por 2 anos e deixando 3 álbuns gravados.

Depois já na carreira solo Beck havia emplacado a obra prima Truth, e revelou ao mundo o talento de Rod Stweart, mas foi em 1975 com Blow by Blow que o guitarrista inaugurou seu período instrumental.

Lançamento: 1975 - Epic/CBS/Sony
Produção: George Martin
Engenheiro De Som: Denin Bridges
Estúdio: AIR Studios, Londres
Faixas: "You Know What I Mean", "She's A Womam", "Constipated Duck", "AIR Blower", "Scatterbrain","Cause We've Ended As Lovers", "Thelonius", "Freeway Jam" e " Diamond Dust".
Formação: Jeff Beck (guitarra), Max Middleton (teclados), Phil Chen (baixo) e Richard Bailey (bateria e percussão), Stevie Wonder ( teclados).

Tendo George Martin cuidando da produção e dos arranjos de cordas do disco, um time de excelentes músicos, e vemos que o casamento entre o 5º Beatle e o guitarrista mais arrojado concebido neste mundo resultou numa obra de arte , música e sentimentos sendo este o único disco de ouro que o guitarrista ganhou.


Blow by Blow é isto mesmo que o título diz uma sucessão de golpes, fulminantes baforadas despejadas em nossos ouvidos com algumas Gibson Les Paul e Telecasters usadas pelo guitarrista para as gravações, e mostra do que é capaz com uma Tele nas mãos , ouça ``Cause we´ve Ended as Lovers” , de Stevie Wonder , mas aqui uma homenagem ao mestre da telecaster Roy Buchanan, incluindo o truque com botão de volume da guitarra , enquanto executa bends de arrepiar a espinha.

Em “Scatterbrain” além de se entregar com fervor ao fraseado jazz rock , o nível de virtuosismo do guitarrista atinge níveis nunca antes ouvido em sua obra , com ele e sua banda literalmente pirando na execução da música.

Coincidência ou não, Beck gravou a sua versão para She´s a Woman dos Beatles, aqui transformada num reggae matador com efeitos de Talk Box, antes deste efeito tornar – se famoso nas mãos de Peter Frampton no ano seguinte. Em “You Know What I Mean``, tome cuidado para não quebrar sua espinha . ``Diamond Dust`` conta com os solos incríveis, pontuados pelas cordas e seu arranjo são outra pérola. Ainda temos o ritmo frenético de ``Freeway Jam ``, onde a bateria começa num ritmo hipnótico e os solos de guitarra e teclados são muito bem executados, contando com outro ótimo arranjo de cordas e com Beck fazendo um som mais alegre e pra cima. Jeff Beck criou uma maneira única e sua de tocar guitarra, expandindo seus recursos, tocando sem palhetas, seja com seus solos precisos aliando técnica apuradíssima e sentimento e usando como poucos alguns efeitos e assim colorindo mais o seu som e seu instrumento com seu indefectível timbre.

Rush



O Rush é uma das maiores bandas existentes, este trio canadense que transitou do Hard Rock, passando pelo Progressivo indo até o Pop Rock continua com praticamente a mesma formação e vem lançando algumas pérolas musicais por algumas décadas , uma delas chama– se Permanent Waves .

Aqui a banda mostra que ainda tinha lenha pra queimar mostrando uma criatividade pouco vista no rock dos anos 80 e lembrando que já haviam lançado algumas pérolas anteriores como : Fly By Night, 2112, a farewell to kings . É difícil acreditar que o Rush poderia ir muito além da expectativa que esses álbuns criaram. Poderia o Rush manter o mesmo nível? Seria possível uma banda, após tantos discos fantásticos ainda se mostrar poderosa e criativa? Será que a criatividade da banda não estaria esgotada? A resposta para todas essas perguntas está na primeira audição de "Permanent Waves". Seguindo a mesma linha "hard-progressiva" iniciada em "Caress of Steel" e aprimorada a partir de "2112", "Permanet Waves" é um disco maravilhoso do início ao fim.

Sr. Neil Peart dando uma estupenda aula de bateria em todo o disco,com uma pegada nunca ouvida no rock daquela época com viradas inesperadas mas criativas e encaixando certo nas musicas, tendo também uma velocidade assombrosa , suas letras neste disco são um caso a parte, fazendo com que o disco fosse um sucesso em vendas. Vamos faixa a faixa , conhecer esta pérola da música .

1-The Spirit of Radio: logo na abertura o Rush já mostra a que veio no disco. Clássico absoluto do rock em todos os tempos, The Spirit of Radio parece ter sido feita para ser tocada ao vivo. Um dos riffs mais espetaculares da história, enquanto a melhor cozinha do rock, Lee-Peart, já sai quebrando tudo.


2 – Freewill : começa com a guitarra de Lifeson fazendo um fraseado rápido típico do rock e contendo um dos seus melhores solos , a bateria muito bem colocada em toda a música , que contém exuberantes mudanças no seu andamento. o estéreo causa um efeito interessante em toda a musica , quando acontecem as mudanças e no solo do Lifeson , ‘jogando’sua guitarra de um lado para o outro. A letra desta música é um caso a parte , sendo na minha opnião uma das melhores de Peart.

3 – Jacob´s Ladder : Música onde a banda mostra sua veia progressiva. Neil Peart da mais um show de técnica( suas viradas são alucinantes ) e acaba por ser um dos pontos altos da faixa, os sintetizadores tocados por Lee e a sua interpretação dão o colorido final para a faixa .
 
4 – Entre Nous : Sendo a música mais fraca do álbum, tem uma linda letra, remete aos primórdios da banda quando tocavam um hard rock tendo criatividade nos teclados e sintetizadores usados nela.Uma grande canção, mas com pouca mudança rítmica , uma das marcas da banda.

5 – Different Strings : Outra vez a veia progressiva falando alto na banda, música muito bem trabalhada por toda a banda e pelo tecladista Hugh Syme .

6 – Natural Science : Em alguns de seus discos o Rush colocava uma faixa que tomava td o lado do LP , isso acontece aqui nessa que é uma das melhores faixas da bolacha. Com um estupendo trabalho de bateria da microfonação do instrumento,passando pela execução até sua mixagem é de um bom gosto invejável.

Disco : Permanent Waves

Ano : 1980

Produzido por : Rush e Terry Brown

Engenheiro : Paul Northfield

Gravado : Lakewoods Farms , Ontário, Canadá .

Banda :

Alex Lifeson : Guitarras , Guitarra de 12 cordas e Violões

Neil Peart : Bateria e Letras

Geddy Lee : Baixo, Mini Moog e Sintetizadores

Músico Adicional : Hugh Syme , teclados em Different Strings

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LISTA PARA SE CONHECER UM POUCO SOBRE O SOUL



Pode-se dizer que, a Soul Music começou entre o fim dos anos 50 e o começo dos anos 60. Mais propriamente no Estado do Tennessee, na cidade de Memphis, nos E.U.A.
A mistura do Jazz, R&B e a música Gospel, originou esse estilo inconfundível que viria a ser a expressão solidária dos negros, o orgulho de raça na nação americana que procurava o fim da segregação, encontrando a sua identidade e espiritualidade.
Seus precurssores foram, sem dúvida, Ray Charles, James Brown e Sam Cooke, nos quais não listei porque vale a pena ouvir a obra inteira destes gênios.

Claro que faltaram muitos nomes principalmente do Gospel, mas vale a pena dar uma conferida na lista abaixo.
 
 MARVIN GAYE – LET´S GET IT ON (1973)



Este foi o maior pregador que a igreja católica teve. A música aqui é tórrida, sôfrega e cheio de sentimento. O álbum é cheio de jogos criativos, suntuoso e surpreendente. Muitos discos tentaram copiar essas qualidades, mas nenhum conseguiu superá – lo.


STEVIE WONDER – INNERVISIONS (1973)




Concluindo uma trilogia iniciada em 1972 com Music Of MyMind, este não foi a raspa do surto criativo no qual o artista vinha, e sim o álbum mais ambicioso e visionário de Wonder. Os temas políticos dão tom ao álbum, a melancolia, o funky e como disse o próprio Stevie Wonder, Innervisions traz a minha própria perspectiva do que acontecia no meu mundo e a todo mundo.


 CURTIS MAYFIELD – SUPER FLY (1972)



Uma ótima trilha sonora, que foi o único álbum de Mayfield que chegou no 1º lugar das paradas.Vindo de uma carreira solo desde o início da década de 70, Curtis vinha animando as pistas de dança de todo o mundo, com seu som característico e suntuoso mas funky, com ótimas orquestrações mesclando guitarra, cordas entusiasmadas, majestosos metais e ritmos fluídos.



 
ARETHA FRANKLIN – I NEVER LOVED A MAN THE WAY I LOVED YOU (1967)



Libertada da Columbia, Aretha viajou para o Fame Studio no Alabama em fevereiro de 1967, mas um desentendimento entre o empresário, o marido da cantora, Ted White e um músico da banda fizeram com que as sessões fossem transferidas para os estúdios da Atlantic, gravadora da cantora, em Nova Iorque. Assumindo a realeza do Soul pela poderosa expressão de sentimentos embutidos nas canções, é impossível ouvir este disco sem se emocionar.


 ISAAC HAYES – SHAFT( 1971) 
 



De enorme sucesso esta trilha Sonora, ainda faz com que este filme seje lembrado como um símbolo da época. Hayes foi compositor, produtor e arranjador, criando todo o tema musical, além de cantar e tocar vibrafone, órgão e piano elétrico. Gravado nos estúdios da Stax com a batida burilada dos Bar – Kays e as orquestrações dos Memphis Strings and Horns, se torna uma variedade do conhecimento musical de Hayes.


OTIS REDDING - OTIS BLUE : OTIS REDDING SINGS SOUL (1965)




Filho de pastor tinha o gospel no sangue, mas com Otis Sings Soul ele abrange não só o soul , como o R&B e o pop se tornando um clássico que foi gravado no legendário estúdio da Stax, contando com um timaço de músicos incluindo os fantásticos M.Gs.


SAM COOKE – LIVE AT THE HARLEM SQUARE CLUB (1963)



Gravado num clube operário em um gueto de Miami,este é considerado um de seus melhores álbuns ao vivo, sendo que o mesmo demorou 22 anos para ser lançado. Ao longo do disco Cooke se apresenta como um showman triunfante e autoconfiante com uma performance bastante provocante.


 THE TEMPTATIONS – CLOUD NINE (1969) 
 


Este album tem sua origem no Motown Producer´s Workshop em Detroit.Tendo o produtor Norman Whitfield se juntado a banda no final dos anos 60, e tendo a baixa do cantor David Ruffin que largou a banda em 1968, o produtor aceitou o desafio de gravar um ótimo álbum com uma banda que já havia emplacado alguns sucessos, e não é que o disco deixou Berry Gordy, Funkadelic, Curtis Mayfield, Isaac Hayes e Barry White de cabelos em pé, com suas ótimas vocalizações e apresentando um novo som Motown.


ETTA JAMES – TELL MAMA (1967) 
 

Etta dominava como poucas cantoras da época a linguagem do Soul, R&B, Jazz, Blues e o que mais lhe pedissem pra cantar. Com este disco extraordinário e cativante causando arrepios na espinha, assim como altas doses de energia são despejados para o deleite do ouvinte.


 AL GREEN – LET´S STAY TOGETHER (1972) 
 



Green era do Arkansas, e fazia sucesso com a banda Soul Mates.Tendo a voz como um maravilhoso e versátil instrumento capaz de pular de um tom grave e áspero para um doloroso falsete, Green fez deste disco sensual e cheio de sentimento transcedental um alimento espiritual completo. Aqui também a técnica de produção de Willie Mitchell atingiu sua melhor expressão.


Colaboração Fred Macedo

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lista de 10 discos para conhecer um pouco do Fusion


Nascido na virada dos anos 60 para os 70, o jazz-rock acabaria por se tornar, nos anos 70 e 80, sob o nome de fusion, um gênero de enorme sucesso comercial, porém bastante controverso entre os apreciadores de jazz, especialmente entre os fãs mais apegados a uma concepção restrita de jazz , a qual vinha sendo tocada e gravada tempos antes. Não se tratando de uma lista dos melhores, mas sim uma lista para se conhecer os músicos que reinventaram o jazz , a partir da eletrificação dos instrumentos usados na época.

Miles Davis – Bitches Brew (1970)

Em agosto de 69, Miles juntou um grupo de talentosíssimos músicos e decidiu juntar o jazz com elemento africanos, com o blues, com funk negro americano e batidas latinas. A partir daí nasceria um dos discos mais influentes, geniais e polêmicos da história da música, Bitches Brew ,e o nascimento de um novo estilo de jazz, o fusion. Em seus quase 100 minutos, o que vemos é um artista desconstruindo e reconstruindo um estilo de forma genial. Temos a bombástica Pharaoh´s Dance e a antológica musica título, altamente introspectiva com algumas explosões sonoras. Vemos Miles utilizar o talento de seus músicos de forma quase obsessiva, seja pela empolgante Sanctuary ou mais especificamente em Miles Runs the Voodoo Down, que mescla de forma impressionante o blues, o jazz e uma pitada de musica africana em seus 14 minutos de duração(percebam nessa música os solos de sax de Wayne Shorter e o de teclado de Corea, arrasadores).

Billy Cobham – Spectrum (1973)

Este disco conta com nada menos do que tommy bolin na guitarra , genial guitarrista que dentre as bandas que tocou  o Deep Purple foi uma delas , capitaneado pelo batera Billy cobham(ex – mahavishnu orchestra) o disco é muito bom , bem gravado e produzido e contendo ótimas faixas como a faixa – título, stratus,red Baron, o time de músicos conta ainda com o tecladista jan hammer.

Frank Zappa – Hot Rats (1969) 

Sendo considerado um de seus melhores discos dentro de sua vasta discografia , esta pérola foi composta e produzida por zappa que montou uma bela banda se desvinculando dos mothers of invention e construindo uma parceria com o violinista Jean Luc ponty e seu braço direito Ian underwood , mostra – se uma preocupação maior  com o instrumental e tendo uma produção impecável para a época.

Jeff beck – Blow by Blow (1975) 

Disco que marca a fase instrumental deste excepcional guitarrista e conta com um belo time de músicos, a produção de george martin e músicas e versões pra lá de inspiradas, como a versão pra “ she´s a womam”dos Beatles,air blower e scatterbrain Jeff mostra como se entrega ao fazer solos incríveis e as vezes pontuados pelos arranjos de cordas feito por Martin. 

Mahavishnu  orchestra – birds of   fire (1973) 

Grupo liderado pelo excepcional guitarrista John Mclaughlin  e por músicos virtuosos e saídos da banda de Miles Davis , assim como o guitarrista, fizeram uma mistura não só de jazz – rock , como incluíram música erudita e blues tradicional fazendo deste, o disco definitivo da banda com esta formação.  

Weather report – heavy weather (1977)

Formado ao final dos anos sessenta pelo pianista futurista Joe Zawinul e pelo magistral saxofonista egresso do Miles Davis quintet Wayne Shorter, o Weather Report agregou uma boa variedade de influências, do Free jazz ao Progressivo, contribuindo decisivamente para o estabelecimento do Jazz Fusion nos anos 70. A história de "Heavy Weather" não se limita à uma transição de sonoridade.
O álbum, na verdade, conta com excelentes composições, pelo menos 4 clássicos do grupo e também com o definitivo estabelecimento de uma figura histórica: Jaco Pastorius.
Integrado à banda em "Black Market", mas apenas participando de 2 faixas, Pastorius trouxe muito mais suingue, ritmo e técnica ao som do WR.

Return to forever -  romantic warrior (1976)

Grupo liderado pelo tecladista Chick Corea , saído da banda de Miles Davis no período fusion do trompetista, contando ainda com os excelentes Lenny White na bateria, Stanley Clarke no baixo,  e Al di Meola na guitarra fazendo deste o álbum de maior sucesso da banda se proprondo a fazer um fusion mais hermético do que as outras bandas vinham fazendo,e tendo um perfeccionismo técnico imenso, visto do potencial individual de cada integrante.

  HEADHUNTERS – Herbie Hancock (1973) 
 Depois de ter tocado com miles davis entre 1963 até 1968, Herbie Hancock montou um time de músicos de 1ª, e juntou toda sua parafernalha de teclados e afins, Hancock comandou o nascimento do jazz – funk , compondo com precisão grooves robóticos e intricados antecipando o electro dando origem depois ao Techno e o hip-  hop.  

John abercombrie – timeless (1974) 

Estréia de mão cheia na carreira solo deste impecável guitarrista , que juntamente com o  maravilhoso baterista Jack Dejohnette e o não menos espetacular tecladista Jan Hammer , gravaram um álbum instrumental com lindas composições e como diz Abercombrie no encarte uma reflexão de suas origens , tocando como os grupos dos anos  60 com seus órgãos cheios de efeitos fazendo um ótimo contracanto com a guitarra.

Hoje o Fusion ainda é tocado e gravado por uma infinidade de artistas, alguns da lista não mais  se encontram em vida , mais outros como o violinista Jean Luc Ponty que além de contribuições, gravou ótimos discos em sua carreira solo, o guitarrista Mike Stern, Dixie Dregs, banda do espetacular Steve Morse, as bandas Passport e The Yellowjackets, Tribal Tech do guitarrista Scott Henderson, entre outros,  que continuam a nos levar nas asas deste livre porém complexo estilo musical que ainda tem muita lenha pra queimar. 

Colaboração Fred Macedo, gaitista e produtor musical.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

TOMMY - The Who



Queridos amigos sei que temos andando meio sumidos mas estamos retomando nossas resenhas, e mais uma vez quem vai colaborar é o Fred Macedo, amigo, Gaitista e Produtor Musical, espero que curtam.


A historia do the who se inicia quando Pete Townshend e John Entwistle se encontram e juntam-se para formarem uma banda, após algumas mudanças de membros fixa-se a formação clássica com roger daltrey , Pete , John e Keith Moon, e com uma ajuda do amigo de Pete, Richard Barnes mudam o nome da banda para The Who. Gravaram discos de enorme influencia no rock , sendo Tommy o resenhado de hoje.


Roger Daltrey - Vocais

John Entwistle - Baixo, trompa francesa, vocais
Keith Moon - Bateria
Pete Townshend Guitarra, teclado e vocais
Paul e Simon Townshend - Backing vocals

Produzido por Kit Lambert no IBC Studios, Londres

Produtor executivo: Chris Stamp
Engenheiro-de-som: Damon Lyon-Shaw
Design de capa e pinturas: Mike McInnerney

Tommy começou a ser gravado em 19/09/1968 em Londres, as sessões de gravação ocorreram ate 03/1969, tendo um custo total de 36.000,00 dólares, alcançou a quarta colocação entre os mais vendidos e ficou nas paradas de sucesso por 126 semanas nos EUA, e na Inglaterra ficou em segundo lugar nas paradas.

Considerada a 1 ª opera rock composta, Tommy influenciou 80% do que foi feito no rock e pop a partir de 1969; principalmente do ponto de vista que a guitarra era encarada no rock e na composição da musica como instrumento, ao cunhar vários acordes perfeitos para cada música Pete Townsend nada na corrente contrária da maioria dos guitarristas da época que eram virtuosos e colocavam solos em praticamente todas as composições, coisa rara de se ouvir em Tommy. O que importava aqui era a força harmônica e melodica dos acordes.
Quando a 1ª música Overture começa, pontuada por violões e guitarras não tem como não se transportar para o mundo do menino que ficou surdo e cego após presenciar o assassinato do pai pela mãe e o amante e que depois transforma-se num campeão de fliperama e torna-se um messias quando adulto. Tratando-se de uma parábola sobre a opressão e o abuso infantil como fatores primordiais nos descaminhos de um ser humano no caminho da busca da sua própria verdade. A tensão presente em “Sparks”era quase que claustrofóbica, desaguando numa versão surpreendente de ‘’Eyesight to the Blind’’ do bluesman sonny boy williansom, que faz com que a letra ficasse inserida no padrão sonoro do álbum.Townsend faz uma abordagem da sua guitarra que um compositor erudito ao empregar toda sua seção de cordas em uma obra, que se encadeava na magistral ‘’Christmas’’, recheada de acordes poderosíssimos. ‘’Underture ‘’, e seus mais de 10 minutos mostravam como os violões e o contrabaixo poderiam unir-se e formar um som poderoso,tenso e psicótico.
Funcionando como uma sequencia de passagens instrumentais, Tommy explica como Pete Townsend vinha estruturando harmonicamente suas músicas, em que a sutileza da base feita com os violões encontrava surpreendente harmonia na furiosa bateria de Keith Moon e em seus riffs envenenados de guitarra. Alguns exemplos de músicas são:’’ Acid Queen’’,’’1921’’,’’GO to the Mirror!’’, essa é a condensação da obra, o momento chave do disco.
Este disco também ensinou que um guitarrista deve ser bom compositor, pois sem essa qualidade o ‘’tocar guitarra’’, torna-se um ato mecânico e sem emoção alguma. Uma redundância de se falar deste disco é o trabalho do baterista Keith Moon, que torna-se mais maravilhoso a cada audição que se faz do álbum descobrindo novas viradas inspiradas e um senso de dinâmica tão pouco visto num disco de rock da época.

Fred Macedo









sábado, 12 de junho de 2010

Um pouco sobre: Jimi Hendrix e o álbum Electricladyland


Esta semana temos outro colaborador, Fred Macedo, Gaitista e Produtor Musical,  um apaixonado pela musica dos anos 60 e 70. Nos conhecemos na Faculdade ainda no primeiro período, eu mal sabia andar no Rio, ele me ensinou muitas coisas por aqui, nos tornamos grandes amigos e pra mim é um prazer postar um pouco de seu pensamento musical aqui neste humilde Blog. Divirtam-se.

Ano: 1968
Selo: Plydor/MCA
Produção: Jimi Hendrix no estúdios The Record plant , new York, Olympic studios , london, Mayfair studios , new York
Nacionalidade: EUA

James Marshall Hendrix nasceu em Seattle , E.U.A., em 1942 começou a tocar violão aos 16 anos e ganhando aos 17 sua 1ª guitarra, começou a tocar em pequenos grupos. James resolveu dedicar-se a música tocando em bares e pequenos clubes com seu amigo Billy Cox numa banda chamada King Casuals. Mudando-se em 1963 para Nova Iorque começou a atuar como músico de estúdio, gravando e tocando com artistas como: Isley Brothers, Jackie Wilson e Sam Cooke, sendo mais tarde requisitado por Little Richard.
Já tendo lançado dois discos anteriormente, Are You Experienced e Bold as Love nota-se a disposição de Hendrix em experimentar todos os recursos existentes em estúdio para suas gravações, junto a proeza conseguida por Eddie Kramer, engenheiro de som que acompanhou Hendrix em sua carreira, gravando tudo em seus poucos 4 canais existentes na época. Entretanto em Electricladyland, Hendrix pode ir mais fundo pois não haviam pressões e ele próprio tomou conta de tudo tanto na produção e direção deste projeto, juntando isso a efervescência da época, Hendrix já era superstar, ele afirmava que o uso de LSD o ajudava a abrir seus canais de percepção. Estando na época o Experience se desintegrando, principalmente Hendrix e Noel Redding (baixista), Hendrix convidou outros artistas como Steve Winwood do Traffic e Jack Cassady do Jefferson Airplane, o clima desta gravação foi anárquico, mas também não foi uma produção feita nas coxas, pois Hendrix passando por uma fase detalhista, fazia vários takes serem refeitos e gravados a exaustão, aliado a várias horas trancafiado no estúdio com Kramer no processo de mixagem.
O álbum (originalmente duplo) abre com "And The Gods Made Love", experimento sonoro feito a partir da superposição de diversos vocais e solos de guitarra distorcidos, amplificados e alterados, como que à nos preparar para o que encontraremos pela frente; segue com "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)", no qual Jimi nos convida para uma "viagem" pelo seu território. Depois, partimos para o rock Crosstown Traffic, o qual nos remete aos primórdios do grupo, para aí nos preparar para Voodo Chile verdadeiro blues urbano baseado em "Catfish Blues" - no qual Hendrix nos fala de suas raízes. Depois vem "Little Miss Strange" de autoria de Noel Redding, "Long Hot Summer Night", "Come On (Let The Good Times Roll)" de autoria de Earl King, "Gypsy Eyes" e a melódica "Burning Of The Midnight Lamp" no qual Jimi retoma um pouco do lirismo do álbum anterior . Reza a lenda que Frank Zappa havia apresentado o pedal wha-wha para Hendrix, que o teria usado nesta faixa. Em seguida "Rainy Day, Dream Away", e "Still Raining, Still Dreaming", trata-se praticamente da mesma faixa, porém entre elas de repente é como se abrisse uma janela que nos levasse para outra dimensão com "1983... (A Merman I Should Turn To Be)" e "Moon, Turn The Tides... Gently, Gently Away", uma longa suíte impregnada de experimentalismo e psicodelia, antecipando o que viria a ser chamado de "Rock Progressivo" na década seguinte.
Prosseguimos com "House Burning Down" - servindo de prenúncio para outro ponto alto do disco, uma versão inspiradíssima de "All Along The Watchtower" de Bob Dylan, que inclusive anos depois passou a interpretá-la numa roupagem "Hendrixniana". E para fechar o álbum com chave de ouro temos "Voodoo Child (Slight Return)", onde o ciclo se fecha e Jimi estranhamente parece anunciar seu futuro próximo (se eu não lhe encontrar mais neste mundo/ tentarei no próximo/ não se atrase). Na época Hendrix sugeriu uma capa no qual constava uma foto do Experience (feita pela Linda Estman - mais tarde Sra.McCartney), porém no lançamento inglês da época a gravadora optou por outra foto no qual aparecem 19 garotas nuas - reproduzida aqui pois embora contra a vontade de Jimi foi com essa capa que esse álbum ficou marcado. O título do álbum também batizou o estúdio que Hendrix construiu em Nova Iorque e praticamente não chegou a usar. 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Karmakanic - Wheel Of Life


Selo: Regain Records
Produção: Jonas Reingold
Nacionalidade: Suécia
Duração: 1:05:36
Ano: 2004

Nunca tive aquela "banda do coração" como a maioria das pessoas que se interessam por música.... Até conhecer o Karmakanic, posso dizer que esta é a banda do meu coração, aquela que vc ouve admira, ouve de novo e admira mais ainda...
Tudo começou em Julho de 2009 quando Nelson, Léo, Hugo e Eu decidimos fazer nosso projeto de conclusão de curso juntos. Marcamos uma reunião informal na casa do Hugo PSilva, para ouvir referências, discutir sobre o conceito do projeto... 
O Hugo é um especialista em Rock Progressivo, amante incondicional do "Dream Theater", tem um conhecimento vasto sobre este movimento e tem um gosto bem apurado, resultado disso, hoje ele trabalha com o premiado produtor Marcos Mazzola no Selo MZA, e me influenciou bastante em minha maneira de ouvir música me apresentando o mundo "Progressivo" até intão inexplorado por este que vos fala... Antes de começarmos a ouvir um monte de coisas ele colocou este disco pra gente escutar, ouvimos o disco todo de uma vez, ninguém teve coragem de interromper e olha que as músicas são grandes rsss, e desde então o Karmakanic se tornou grande referência pra mim.

O Karmakanic  é uma  banda Suéca de Rock Progressivo foi fundado em 2002 pelos músicos Jonas Reingold, membro fundador das bandas The Flower Kings e The Targent, o baterista Zoltan Csorsz, além do vocalista Goran Edman e do Guitarrista Krister Jonsson.
Seu som é uma mistura de Jazz, Fusion, Folck e Rock, muitos chamam o estilo deles de "Arte Rock", e com certeza é uma obra de arte, o que mais me chamou atenção na banda e específicamente neste album, é que ele soa bem moderno, atual e Pop.
Se vc acha que ao escutar Karmakanic vai encontrar um som tradicionalmente "progressivo" esta enganado.
Suas músicas contém energia, como se os instrumentos "perseguissem" uns aos outros precisa e harmonicamente, às vezes em linhas rápidas e bem complexas, e padrões rítmicos em constante variação. Soa como se fosse a uma trilha sonora de um filme, os arranjos, as sonoridades contam uma estória, com várias paisagens sonoras diferentes uma das outras.
Wheel Of Life foi o segundo álbum da banda lançado em 2004 depois do sucesso do primeiro Entering The Spectra lançado em 2002.
Parece que um belo dia Deus olhou para a terra e escolheu estes caras para fazerem um bem a humanidade rss,
Eu não vou  falar sobre cada faixa porque ficaría muito extenso, mas algumas ressalvas não faz mal a niguém não é mesmo rss.
A Primeira delas é o violão, vixi, que sonzão, sempre que preciso de uma referência de violão escuto este disco. Uma caracteristica interessante são os improvisos, pianos, guitarras, batera, sintetizadores enfim cada instrumento tem seu momento de marcar presença nos arranjos, em cada música vc vai observar isso...
Os vocais são muito bem trabalhados e Pop tb, vc vai encontrar um pouco de musica erudíta, misturada com baixo fretlers, guitarras distorcidas com bastante pegada misturada com guitarras clean bem jazzistíco meio Pat Metheney, orquestra, coral, melotron, moogs e outros sintetizadores, Pianos elétricos, xylophones,  improvisos virtuosos com alto grau de dificuldade, musicas com 14, 12, 8 minutos e muita, mas muita dinâmica mesmo...
Tudo isso sem peder a característica do Rock Progressivo, tudo na mais perfeita sintonia, impressionante...
A gravação e mixagem foram feitas no Reingold Studio e foi masterizado no Taylor Made Studio todos em Estocolmo...
O disco é fabuloso mas já aviso, é musica pra gente grande, pra quem realmente gosta de música boa...por isso... não se assuste rssss....


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Moving Pictures - Rush

Queridos amigos apartir de agora vou postar tb as críticas de alguns colegas de profissão. Começaremos pelo meu grande amigo Nelson Glavão, Baixista e Produtor Musical, nos conhecemos na Faculdade de Produção Fonográfica e nos tornamos grandes parceiros, inclusive fizemos juntos o projeto de conclusão de curso a produção do EP da banda "Progaritmo", sem mais delongas, agradeço a gentileza do Nelson que prontamente atendeu meu convite, com certeza ele continuará colaborando com este humilde blog.



Selo: Mercury
Produção: Terry Brown e Rush
Nacionalidade: Canadá
Duração: 39:44

Recebi o convite do Daniel, profissional e amigo que admiro muito, para fazer um artigo sobre um grande álbum da indústria fonográfica. O álbum que eu escolhi foi o “Moving Pictures” da banda canadense Rush. Lançado em fevereiro de 81 pela Mercury, é sem duvida um dos melhores discos da banda. Foi seu oitavo trabalho de estúdio e foi produzido pela própria banda em parceria com Terry Brown, produtor que já havia trabalhado com a banda em grandes discos como Fly by night, 2112 entre outros. A “santíssima trindade” do rock progressivo canadense se superou nesse álbum. Com letras expressivas e grooves precisos, Movin Pictures teve oito milhões de cópias vendidas no mundo todo e recentemente teve sua versão remasterizada. Alguns destaques desse maravilhoso disco são: Tom Sawyer, que aqui no Brasil, foi tema da série Profissão: Perigo. Música que explora muito bem o uso de sintetizadores como o Oberheim, OB-1 e o clássico Mini Moog.  Todos tocados e arranjados pelo vocalista/baixista/líder da banda e gênio do Rock Geddy Lee. Lee por sua vez assina todas as melodias do álbum junto com o guitarrista Alex Lifeson, sendo as letras de autoria do mago do ritmo, o baterista Neil Peart. Outra grande música desse disco é a instrumental YYZ que tem uma história muito interessante. Sua introdução foi inspirada pelas luzes piscantes de uma placa do aeroporto de Toronto no Canadá. Quando os músicos são bons, tudo vira arte. YYZ é uma das mais requisitadas músicas em qualquer Jam session, mas tem que ser bom pra tocar. Seu arranjo de baixo requer precisão e velocidade das quatro cordas. O que talvez possa incomodas baixistas ao redor do mundo é timbre excessivamente médio do fender jazz bass de Lee, uma vez que a virtuose do baixista é sua marca registrada, ele não pôde deixar o grave potente a mostra, o que correria o risco de tirar a inelegibilidade dos riffs. Todo o resto é uma obra de arte de 39 minutos e 53 segundos de puro deleito progressivo. Se você ainda não conhece nada do Rush, vale a pena ter o primeiro contato com Moving Pictures. Fico por aqui e aguardo novos convites para poder conversar com vocês um pouco mais. Sintam-se a vontade para mandar e-mails ( nelsongalvao@gmail.com ) sugerindo outros álbuns, ou para dúvidas e criticas.  Saúde e rock para todos.